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terça-feira, 15 de novembro de 2011

CONCLUSÃO

A partir do exposto neste blog, conclui-se que a colonização do nosso país, foi essencialmente de exploração. À metrópole,ou seja, a Coroa Portuguesa, só interessava usufruir dos recursos e riquezas existentes na colônia.
Após a constituição desta nova nação, a classe dominante, já nascida no Brasil e, assim pudendo ser denominados como brasileiros, também não interessava a mudança desta situação, uma vez que eram favorecidos e privilegiados pela Coroa, ajudando-a a manter a dominação sobre seus conterrâneos.
Em todos os momentos, todos os povos de diferentes nacionalidades que aqui desembarcaram, tinham um único objetivo, a exploração, o saque e o extermínio da cultura dos povos indígenas, nativos desta terra.

As invasões: consequências da União Ibérica

De 1580 á 1640, ainda estando sobre direito de propriedade da União Ibérica o Brasil se tornou objetivo da Inglaterra, França e Holanda que lutavam contra o monopólio da Espanha. Uma das mais importantes invasões, foram as holandesas, os navios das companhias das índias atacaram a Bahia em 1624 e Pernambuco por volta de 1630, com o objetivo de renovar o comércio do açúcar com a Holanda, que havia sido proibido pelos espanhóis.
os ingleses também se manifestaram nesta  disputa, assim eram início aos ataques de Corsários ingleses, devido às conseqüentes proibições que os reis espanhóis fizeram a qualquer comércio que não fosse ibérico. Sendo assim, em 25 de dezembro de 1581, Thomas Cavendish ocupou a vila de santos roubando e requerendo o pagamento de resgate. 
Em 1612, os franceses novamente tentaram invadir o Brasil, chegando pelo litoral nordestino e se fixando no atual estado do Maranhão, onde fundaram a cidade de São Luís e formaram uma nova colônia que ficaria conhecida como França Equinocial.

A União Ibérica

Em 1580, o então rei de Portugal D. Sebastião morreu na Batalha de Alcácer- Quibir, travada no norte da África. Ele não havia deixado filhos (herdeiros diretos), então o Cardeal D. Henrique que era seu parente mais próximo assumiu o governo de Portugal por um tempo e morreu.
  Assim, ouve uma disputa feroz pela posse da Coroa Portuguesa, que foi vencida pelo rei da Espanha Filipe II. Houve aí a união das duas coroas ibéricas sob o comando de único rei. A dominação espanhola em Portugal durou até 1640, quando o Duque de Bragança foi aclamado rei de Portugal com o título de D. João I.

A França Antártica

Foi a colônia tentada pelos franceses no Rio de Janeiro. Existiu de 1555 a 1560, ano em que os restantes franceses foram, definitivamente, derrotados pelos portugueses.Chefiados por Nicolau Durand de Villegaignon, ali fundaram o forte de Coligny. Pretendiam garantir a exploração do pau - brasil no litoral sul e conseguir um espaço onde os protestantes franceses pudessem exercer livremente sua religião. Fizeram amizade com os índios Tupinambás que, junto com outras nações indígenas, guerreavam com os portugueses contra sua escravização. A união das tribos indígenas contra os portugueses ficou conhecida como a Confederação dos Tamoios.

Nicolau Durand de Villegaignon

Colonizador francês nascido em Provins, fundador da França Antártica no Brasil com sua capital na baía de Guanabara, um ponto do litoral brasileiro que os portugueses ainda não tinham povoado. Os franceses se instalaram nas ilhas de Serigipe (hoje Villegaignon) e Paranapuã (hoje ilha do Governador), Uruçu-mirim (hoje Flamengo) e em Laje, e denominaram toda essa região de França Antártica.

Fundação do Rio de Janeiro

Estácio de Sá foi o fundador da Cidade do Rio de Janeiro, em 1º de março de 1565. O objetivo da fundação foi dar início à expulsão dos franceses que já estavam na área há 10 anos. Mem de Sá, terceiro governador-geral do Brasil e tio do fundador da cidade transferiu, após a morte de Estácio de Sá, a cidade da área da Urca para o Morro do Castelo com o objetivo de melhor defender a cidade de ataques. Passou, em seguida, o governo do Rio de Janeiro para outro sobrinho, Salvador Correia de Sá.

3º Governo Geral

Após o governo de Tomé de Sousa, Portugal se deparava com um grave problema no Rio de Janeiro. A invasão dos franceses e sua aliança com os índios da região tomava uma proporção significativa, se tornando uma ameaça ao domínio português. Mem de Sá assumiu o governo da colônia em 1558 e continuou governando por 15 anos. A primeira coisa que fez foi contornar a situação da invasão francesa. Num primeiro ataque, Mem de Sá conseguiu destruir o forte Coligny, no entanto não foi suficiente para vencer a disputa.O desfecho do caso se deu somente com a ajuda de tropas do governador e da região de São Vicente e dos índios temiminós do Espírito Santo, onde foi possível expulsar os estrangeiros definitivamente.

Primeira invasão Francesa

Os países europeus não entendiam o porquê de somente Portugal ter o privilégio da posse do território brasileiro e perpetraram várias altercações acerca destes direitos portugueses.
Pelo litoral brasileiro, navios forasteiros chegavam em busca da opulência das nossas matas ou das vilas primitivas constituídas pelos portugueses, entretanto a França ambicionava voar mais alto e durante mais de meio século preparou com esmero duas grandes expedições no intuito de tomar o litoral brasileiro.
A França não admite a existência do Tratado de Tordesilhas  – estabelecido entre D. João II, rei de Portugal, e os Reis Católicos, a 07 de Junho de 1494, em Tordesilhas, no qual se determinou a divisão do mundo em duas regiões de influência, uma portuguesa e outra espanhola – e advoga o direito de posse do território brasileiro a quem primeiro atingisse o território em questão. No ano de 1555, invadiram o território brasileiro pela primeira vez e constituíram a França Antártica.

Fundação de São Paulo

Um grupo de padres da Companhia de Jesus, dentre eles José de Anchieta e Manoel de Nóbrega, escalou a serra do mar chegando ao planalto de Piratininga.Nesse lugar, fundaram o Colégio dos Jesuítas em 25 de janeiro de 1554, ao redor do qual iniciou-se a construção das primeiras casas de taipa que dariam origem ao povoado de São Paulo de Piratininga.

Jesuítas no Brasil

Manuel da Nóbrega foi um sacerdote jesuíta português, chefe da primeira missão jesuítica à América. Ele defendeu a liberdade dos índios; favoreceu os aldeamentos, em estreita colaboração com o governador; cultivou a música como auxiliar da evangelização; promoveu o ensino primário através das escolas de ler e escrever e fundou pessoalmente os colégios de Salvador, de Pernambuco, de São Paulo, origem da futura cidade, e do Rio de Janeiro, onde exerceu o cargo de reitor. Ajudou a expulsar os estrangeiros da baía da Guanabara, contribuindo para o robustecimento do poder central e para a unificação política do território.
 José de Anchieta em 1553, com 19 anos, foi convidado a vir para o Brasil como missionário, acompanhando Duarte da Costa, o segundo governador-geral nomeado pela Coroa. Para os índios, foi médico, sacerdote e educador: cuidava do corpo, da alma e da mente. Na catequese, usava o teatro e a poesia, tornando a aprendizagem um processo prazeroso. Ensinou latim aos índios, aprendeu tupi-guarani com eles e (seguindo a tradição missionária, que mandava assimilar e registrar os idiomas) escreveu a "Arte da Gramática da Língua Mais Falada na Costa do Brasil", publicada em Coimbra em 1595.

2º Governo Geral


O segundo governador-geral, Duarte da Costa, chegou ao Brasil em 1553, trazendo 250 pessoas, entre elas o noviço José de Anchieta. Vários acontecimentos marcaram a administração do segundo governador-geral:
* Combate às tribos indígenas do Recôncavo Baiano.
* Expedição ao sertão, com o objetivo de procurar as tão faladas riquezas minerais, procedentes das colônias espanholas situadas na região andina.
* Incidente entre o primeiro bispo, Dom Pero Fernandes Sardinha, e o filho de Duarte da Costa, Dom Álvaro da Costa, que trouxe conseqüências trágicas para o bispo. Diante das críticas de Dom Pero Fernandes à agressividade e aos maus costumes de Dom Álvaro, a população de Salvador se dividiu em duas facções: uma favorável a Dom Álvaro e ao governador; outra favorável ao bispo. Dom Pero Fernandes foi chamado a Portugal para dar explicações sobre os acontecimentos, mas seu navio naufragou no litoral de Alagoas e ele foi morto pelos índios caetés.
* Fundação do Colégio de São Paulo pelos jesuítas, em 25 de janeiro de 1554.
* Invasão do Rio de Janeiro em 1555 pelos franceses, que pretendiam estabelecer uma colônia naquele local. Como não dispunha de recursos suficientes para expulsá-los, o governador nada pôde fazer.

Sede política e sede religiosa da colônia

Salvador foi  a capital brasileira durante 214 anos, de 1549 a 1763. A posição estratégica da "Baía de Todos os Santos" criou desde 1500 ligações entre Portugal, Brasil, África e Ásia. As condições naturais, que propiciavam aos navegadores portugueses a parada segura de suas embarcações, foi determinante na sua escolha como local para a primeira capital do Brasil. 
Este centro adiministrativo tratou de estabelecer, durante o Governo de Tomé de Sousa, duas grandes construções que seriam as sedes política e religiosa: o Mosteiro de São Bento e o Palácio Rio Branco.

Fundação de Salvador


Em 29 de Março de 1549 chegam, pela Ponta do Padrão, Tomé de Sousa, e comitiva, em seis embarcações: três naus, duas caravelas e um bergantim, com ordens do rei de Portugal de fundar uma cidade-fortaleza chamada do São Salvador. Nasce assim a cidade de Salvador, já cidade, já capital, sem nunca ter sido província. Todos os donatários das capitanias hereditárias eram submetidos à autoridade do primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa.
Com o governador vieram nas embarcações mais de mil pessoas. Trezentas e vinte nomeadas e recebendo salários; entre eles o primeiro médico nomeado para o Brasil por um prazo de três anos: Dr. Jorge Valadares; e o farmacêutico Diogo de Castro, seiscentos militares, degredados, e fidalgos, além dos primeiros padres jesuítas no Brasil, como Manoel de Nóbrega, entre outros. As mulheres eram poucas, o que fez com que os portugueses radicados no Brasil, mais tarde, solicitassem ao Reino o envio de noivas.

1º Governo Geral

Tomé de Souza ,entre 1549 e 1553, administrou a colônia portuguesa.Fidalgo cortesão e militar português de expressão, ele vinha com uma incumbência extremamente difícil: pôr ordem nestas terras remotas, extensas e bravias que agora passaria a governar.
Em seu governo estabeleceu a primeira sede administrativa em Salvador, intensificou o processo de colonização, buscou assentar os colonos e incentivou a implantação de engenhos. Também foi o responsável pela importação das primeiras cabeças de gado e intensificou o combate ao comércio ilegal de pau-brasil.

Observe um trecho da sua carta de designação como 1º Governador geral do Brasil:

"Eu, el-rei Dom João 3o, faço saber a vós, Tomé de Sousa, fidalgo da minha casa, que ordenei mandar fazer nas terras do Brasil uma fortaleza e povoação grande e forte, na Baía de Todos-os-Santos. (...) Tenho por bem enviar-vos por governador das ditas terras do Brasil." 

A administração da nova colônia

O Brasil precisava ser adminstrado mais de perto, afinal, a Coroa era a principal liderança, mas por estar com sua sede em outro continente dificultava o controle da entrada e saída de recursos.Para tanto o rei de Portugal estabeleceu o sistema das Capitanias hereditárias, no qual as 15 faixas territoriais seriam administradas por um Governador Geral, cuja função era centralizar a administração colonial por meio de funcionários de confiança e, assim, aumentar o controle sobre os lucros da produção açucareira e a eficiência no combate às invasões estrangeiras.
Estes cargos estavam divididos da seguinte maneira:

- Ouvidor-geral: encarregado da justiça;
- Provedor-mor: cuidava dos impostos e das taxas e direitos da Coroa;
- Capitão-mor da costa: responsável pela defesa litoral.

A mão-de-obra africana

O que parece ter sido decisivo na substituição da mão de obra indígena pela africana foi a combinação de três fatores: um crescente decréscimo da população indígena (nos anos 1540, mais pela guerra; nos anos 1560, mais por pestes e epidemias), a multiplicação dos engenhos necessitados de cativos e as boas relações dos portugueses com dirigentes e comerciantes africanos envolvidos com o mercado de escravos.
Escravos africanos, ainda em pequeno número, já viviam no Brasil em meados do século XVI.  O tráfico transatlântico de pessoas logo se tornaria um dos mais lucrativos ramos do comércio colonial. Estima-se que cerca de 10 milhões de africanos chegaram vivos na América durante o tempo em que o tráfico transatlântico fez circular os navios negreiros.

Mão-de-obra indígena

Os europeus acreditavam que o trabalho braçal denegria o caráter e a importância da pessoa. Por isso, recusavam-se a trabalhar na terra e no artesanato. No Brasil, não foi diferente. Os colonizadores associaram imediatamente o trabalho à ausência de liberdade, ou seja, à escravidão.A escravidão indígena  era iniciada através do aprisionamento de nativos pelos colonizadores, estes forçavam os nativ os a trabalharem na lavoura, na extração de recursos naturais e em atividades domésticas.Muitos indígenas não resistiam, morriam por suicídio ou pelo esforço do trabalho  forçado.




Brasil: colônia de exploração

A Coroa Portuguesa, percebendo o potencial de lucro dos recursos naturais brasileiros e a mão-de-obra indígena, aplicou o seguinte sistema de colonização: ocupou o país com representantes do interesse da metrópole, assim, criou leis, obrigações, impostos e instituições que somente atendiam os interesses da metrópole. Sendo assim, os colonizados não tinham a ínfima autonomia para exigir seus direitos ou impor suas vontades contra a Coroa.

Principais características das colônias de exploração:

 1. Latifúndio, as terras eram distribuídas em enormes propriedades agrícolas.
2.Monocultura: toda a produção era para suprir as necessidades do mercado exterior.
3.Havia um produto principal e toda produção acontecia em torno dele (caso do açúcar, café e borracha no Brasil).
4.Esquecimento do mercado interno, com enfraquecimento das atividades comerciais.
5.Trabalho escravo, com utilização dos negros.

A implantação das Capitanias hereditárias

O sistema de capitanias hereditárias  vigorou no Brasil durante duzentos anos, a partir de 1534, e fazia parte do mesmo processo de expansão comercial européia empregado nos séculos XV e XVI, pois nada mais era que uma ampliação da atividade colonialista em busca de matérias-primas para alimentar o sistema econômico da época. A ideia central era a de colonizar as novas terras e impedir, consequentemente, as invasões e saques de outros povos.
As 15 capitanias foram doadas a homens suficientemente ricos, aos quais cabia a obrigação de trazer pessoas capazes de nela exercerem as atividades necessárias. Seus direitos incluíam a escravização de índios, o recolhimento de impostos pagos em espécie; e a cobrança de uma taxa sobre os produtos da terra, além de parte das rendas da coroa, vintena das pescarias, o monopólio da marinha, moendas de água e quaisquer outros engenhos, o direito da venda do pau-brasil e o provimento dos ofícios e cargos públicos da capitania, competindo-lhes criar vilas e escolher seus administradores.

Os padres Jesuítas

Os jesuítas escreveram catecismos em português e usaram a música, teatro, a poesia, os autos e a dança ritual para a obra evangelizadora. Tanto nos colégios como na catequese indígena, predominava a metodologia da memorização e da tradição oral.

A catequese na nova terra

Portugal esta a frente desse grande movimento de colonização  do Brasil juntamente com a igreja, acreditava estar contribuindo para a formação do reino de Deus, sua função era "salvar" esses povos desconhecidos e "infiéis". Era comum nesse período o religioso ser utilizado pelo estado a fim de conseguir manipular esses povos com maior facilidade.

A primeira Missa no Brasil

No dia 26 de abril de 1500, num banco de coral na praia da Coroa Vermelha, no litoral sul da Bahia, foi celebrada uma missa de Páscoa,  pelo frade Henrique de Coimbra, a primeira de tantas que desde então foram realizadas naquele que veio a tornar-se o maior país católico do mundo.O objetivo geral era doutrinar os nativos expandindo a fé cristã.

A chegada dos portugueses

Em 22 de abril 1500 a  frota portuguesa comandada por Cabral chega a Porto Seguro,  na Bahia, onde ocorreu o primeiro contato entre as duas culturas. Inicialmente houve um estranhamento, findado com as trocas de presentes por parte dos nativos e dos portugueses. A expedição tinha por objetivo real conhecer a nova terra e extrair-lhe tudo o que fosse lucrativo para a Coroa Portuguesa.

As grandes navegações

A expressão  utilizada  para se referir às várias expedições marítimas realizadas nos séculos XV e XVI, principalmente por Portugal e Espanha. Elas marcaram a passagem da Idade Média para a Idade Moderna, resultando na descoberta de um novo continente a ser explorado pelos europeus: a América.